Rísia Uzai

terça-feira, 14 de maio de 2013

Menina passa 3 dias presa aos corpos de seus pais.

A Colômbia passava por um conturbado momento político, incluindo a tomada do Palácio da Justiça, o que fez  com que o exército estivesse concentrado na capital. Quando a tragédia ocorreu, não foi possível ajudar as cidades impactadas. O governo desestabilizado não pode montar equipes de resgate e monitoramento.

Em 1985, uma erupção do vulcão Nevado do Ruiz arrasou o povoado de Armero, na Colômbia. Uma das vítimas foi a menina Omayra Sanchez, que ficou três dias sobre a água, lodo e do que restou de sua própria casa. A foto mostra o sofrimento da garota, presa aos corpos de seus pais. O registro foi feito pelo fotógrafo Frank Fournier três horas antes do falecimento da garota. A fotografia, no entanto, só foi publicada meses após a tragédia.


Pessoas tentaram ajudar no resgate mas não foi o suficiente pois havia o risco de parti-la ao meio. Omayra estava presa de tal modo que as pessoas não conseguiam ajudá-la, era preciso uma bomba específica para retirar água, além de outros equipamentos que não estavam presentes no local.

Quando Frank Fournier já haviam outros profissionais da imprensa por lá, junto com a Cruz Vermelha. Ela já estava submersa a mais de 60 horas e percebeu o que as pessoas ali já sabiam: Não poderíam salvá-la mas sim permanecer com ela, confortando-a nos seus ultimos momentos. Os jornalistas transmitiram essas poucas horas de Omayra para todo o mundo; Frank enviou no mesmo dia as suas fotos para Paris e tempo depois ganhou muitos prêmios com ela.





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